
(Eu)… O que sou Eu?... … … Do (S)er a interrogação da
(O)rigem… do Quando?, do Como? e do Porquê? Da fome de saber o desejo, a
inquietude… a dúvida (U)niversal. (A) semente de uma (Fé) maior. A origem de
tudo… Um mundo negro, um Útero Universal
onde tudo começou, onde tudo se transforma e onde tudo acabará para começar de
novo. Universos paralelos de uma constância semente, interligados na origem a
partir de um ponto comum.
Génesis
«(…) O adulto que
recusa ser criança, aquele que pretende saber tudo, procura o seu passado
imerso nos escombros abandonados dos edifícios que foram o orgulho de outros
tempos.
Este ser que outrora
caminhava humildemente curvado no seu respeito pelos espíritos da floresta,
caminha agora vergado pelo peso da sua ignorância. A floresta já não lhe serve,
mas os antigos fantasmas do seu passado continuam a atormentar-lhe
constantemente o espírito.
Este animal medroso e
frágil conduzido pelos seus medos de algo que desconhece, trabalha... Trabalha
dia e noite para construir um abrigo, uma esfera que o proteja, um Mundo
Novo... Porém este mundo não é só seu, nele também existe uma casa fechada para
aprisionar os fantasmas da sua ignorância, os seus sonhos mais temíveis que
produzem os monstros que o perseguem...
O homem espreita pela
janela e observa os espíritos, domestica-os e escolhe um para seu protector.
Liberta-o e molda-o à sua imagem e semelhança e chama-lhe “O Todo-poderoso”.
Este animal teimoso e
cabisbaixo que obedece à obra divina por ele (homem) criada em troca de
protecção vagueia pelos corredores do grande labirinto por ele construído.
Na sua caminhada em
busca do passado tropeça no entulho deixado pelas gerações perdidas. No entanto
não descobre a verdade. Protegido pela sombra das altas paredes erguidas em
nome da ciência, este ser vaidoso e social recusa olhar o sol que brilha
ofuscante, fecha os olhos, reza, têm fé e espera um dia ver a luz, recusa
“crescer” e quando morre, enterra-se na escuridão do ventre da terra mãe, na
esperança de renascer um dia... (…)»
Recuperado o texto original escrito no início da década de 90
permanece a dúvida da origem. Só entre 2005 e 2007 nasceu um poema que ajuda a
descodificar todo este texto e tudo o que se seguiu em 2012-2013 (o ano da Fé).
Infelizmente o poema que se dá a conhecer abaixo está incompleto… não chegou a
ser terminado por força maior, tendo também perdido a segunda parte do mesmo:
«(…)
QUEM SOU EU ??
Quem sou eu ??
Cinco é o meu nome
No céu eu fui gerado
Da terra fui filho e pai
Na terra eu fui criado
Sou aquelas duas estrelas
Da constelação do Dragão
O meu corpo é passageiro
Mas minhas palavras não…
O sangue é minha vida
A água o meu sustento
O amor é o meu princípio
Também é meu alimento
Do pó das estrelas fui feito
A lua é a minha mãe
O Sol é o meu guia
Chamo-lhe Pai também
O meu avô era a luz
A minha avó meu amor
Os meus sonhos são o sustento
A minha vida é a dor
No meu corpo existe um mapa
Guardado por dois animais
Um é feroz (…)»
Recentemente (Março de 2016) surgiu a oportunidade de participar
num concurso de poesia (sob o pseudónimo de Luz Martins): «Concurso Literário Pedro da Fonseca» promovido pelo Município de Proença-a-Nova. É o
resultado deste meu esforço em participar que se apresenta neste blogue criado
de propósito para o efeito.
Bem Hajam a todos…










